Là eu vou...

O dia passou como o vento passa entre as folhas. Indiferente, inconstante, inábil...
Lembrei-me dos dias de ventania marcada, onde os meus cabelos soavam de prazer.
Era voce, somente o teu ser que me fazia companhia mesmo distante. Nada me faltava. Nada me fazia falta.
O rio do meu presente mudou de rumo. Os ventos sopravam para uma direçao quase inexistente.
Meu fragil coraçao sumia numa dor irritante. Eu me apertava entre muros pra disfarçar, mas algo me dizia que o teu ser inconformado sabia de um cantico que eu nao conhecia.
Minha razao grita teu nome em vao e te humilha dentro das dores do meu mundo...mas o coraçao te persegue, insiste. Se querer te jogar entre os meus braços quentes, matarei sua sede com o meu
pequeno grande amor, tao indomável diante da sua delicadeza.

Prometo pensar nos teus olhos todos os dias da minha vida.
Prometo pronunciar seu nome perante à Deus e agradecer por cada respiro teu.
Prometo sorrir ao pensar nas mais cruéis das palavras.

Prometo pra mim, nunca te esquecer.

Doce noite, noite clara. Ilumina meus passos e faça com que os meus longos caminhos me levem sempre aos olhos dela.

Ludmila Andrade