Estar e querer ficar...





Ouvi o choro do menino. 
Eu sei, eu sei! 
Ele vinha detrás daqueles prédios antigos que cheiram à classicismo. 
Eu acho que ele carregava na mão uma flor um pouco feia.
Eu pensei em chorar também...
 mas sabia que meu choro nocivo ia calar meu silêncio. 
Então me amparei em mim e deixei que o silêncio me punisse de cuidado, de tristeza... de passado.
De obras bizarras, de quarto, de mim.
De livros, de homens, de saudade.


Então eu não fiz nada. 
Fiquei como sempre fico; 
sem saber o que eu sinto,
se é que eu sinto...
ou se só sinto muito.

Fiquei;
nesse tal pressentir.
-


Foto: Quadro de Toulouse -Lautrec 

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