Nada em ordem, vem até aqui...

E tem dias que eu penso: "como eu queria que alguém cantasse essa musica pra mim..."

Acalme-se quando sua cidade estiver em pânico, vire a esquina e me veja caminhar sem preocupações e me dê a mão. Não irei te prender em mim e nem nas minhas direções. Olha, eu vou caminhar assim, rindo... com passos meio certos. 
A cidade está um caos, mas quero o sossego bem encolhido no meu colo. Pra estar comigo, na calçada, na varanda, na sala, na porta da sua casa. 
Quando a cidade estiver em chamas, vire a esquina e veja aquele rapaz estalando os dedos dando vida pra alguma musica, pra aquela musica. Pois bem, eu vou estar um pouco mais à frente caminhando sem olhar pra trás, colocando no lugar meus vicios, minhas serenatas. Vou estar colocando meus passos nos devidos centimetros de terra.
À noite vou armar minha rede e procure saber onde eu vou estar, menina.
Porque se eu cair da rede eu quero você ali rindo até que chegue um outro argumento, um outro céu, uma outra maré.
Não vou te prender em mim. Aliás, vou adorar te ver saindo da minha casa pisando na areia macia e fugindo dos siris noturnos sem se preocupar em voltar, em me ver, em me amar. 
Amanhã o Sol estará aqui. E a praia vazia. Comigo. Só eu. Sem que eu me prenda em ninguém e ninguém em mim. Só eu. Só à mim.